sexta-feira, 23 de outubro de 2009

hoje

Há dias em que acordo e fico com medo de quem não sou. Nesses dias estranho-me. Na verdade, é mais do que isso. Nesses dias, eu convivo com uma estranha. Meus diálogos internos – que são muitos – passam a ser poucos, passam a ser razoáveis. Não me agradam as coisas razoáveis. Certo. Algumas me agradam, mas poucas. Gosto do que que me estremece. Pode ser susto, pode ser alegria, pode ser o silêncio.
Mas, como dizia, esses tais dias existem. Acredito que só nos damos conta de sua existência quando eles se foram. Fica a sensação do não-feito, do dia-não-vivido. Do acordar-por-acordar. Do trabalho-máquina. Não gosto de mim, então.
Mas, hoje não. Hoje não é um desses dias. Hoje amanheci arco-íris, tomei o cheiro do café que estava no ar de manhazinha e comi o gosto do meu cereal. O leite gelado tirou-me a sede. Mas, a sede permaneceu. Contradição? Eu já falei que não gosto de coisas razoáveis? Hã? Hum. Hoje o dia não está diferente nos fatos, contudo os fatos ocorrem de modo diferente aqui dentro. De mim. Hoje a intensidade da vida me comove. Hoje eu transbordo em felicidade por. Minha existência.
Gosto de quem sou hoje.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

i want the whole thing. may i?

Segundo Osho “a capacidade de estar sozinho é a capacidade de amar.” Não sei, ao certo, se isto é tão preto no branco, meio que causa-consequência. Também não sei se sei de alguma coisa de fato. Posso, no máximo, supor que sim. Mas, vejo tanta verdade nessa frase. Encontro tantas pessoas que depositam no outro a esperança de uma vida melhor, como se o outro fosse sua metade e, o que é pior, sua melhor metade. Não quero aqui ostentar uma idéia anti-romântica – sou romântica demais para tanto -, mas entendo que cada ser humano é completo e precisa ver-se como tal, embora isso geralmente não ocorra. Não esperar pela sua metade para saber-se apto a ser feliz. Até, porque, por vezes, ao se conhecer o suposto ser amado, passa-se a ser menos feliz, quiçá, infeliz (mesmo que se assuma mais tarde). Parece-me que entender-se completo quando só, como se amparado por si mesmo, estrutura-nos melhor para tirarmos proveito (no que há de mais positivo em tal termo) de um relacionamento. Por quê? Porque amor é troca. É um doar de si um tanto e receber do outro um tanto não idealizado, mas real. Não é esperar que alguém venha trazer à nossa vida o encantamento que não conseguimos nela ver. Nossa tendência - mesmo que inconsciente, ou justamente, por isso mesmo - a querer voltar a sermos amados como um dia fomos (fomos?) tende a nos levar a armadilhas. Idealizamos quem nos salve de nós mesmos, quem nos ampare e nos leve para um mundo de sonhos e felicidade. Mas, o real nos engole logo quando iludidos. Questão de meses? Anos?
Há de se ser por inteiro. Sim: sonhar muito. Contudo, um sonho que nos impulsione para frente, para mais. Não o sonho que anestesia, mas o sonho que nos faz voar. Só podemos nos encantar verdadeiramente quando já estamos encantados por nós mesmos, por nossas capacidades, por nosso modo de sentir e ver o mundo. Quando estamos em pleno contato com nossa essência, com o que nos faz vibrar. Aí, podemos trocar. É necessário que se tenha para dar, para receber sem ser depósito, para se receber e somar, para dar e somar. Aliás, na brincadeira da soma, sabe-se, assim, que um mais um é dois e não um. (I don’t wanna be the other half / I believe that one and one make two – Alanis Morissette) Também vejo aqueles que pensam que apenas têm a dar, que já estão completos: aí caímos no outro extremo. Pessoas que se veem tão auto-suficientes, que se bastam e que só tem a “preencher” no outro. O resultado disso tampouco pode ser satifatório, uma vez que que o outro também precisa ser reconhecido na relação.
Saber-se completo e único, mas com uma falta interna que o leva a querer. Querer alguém ao seu lado, alguém para compartilhar suas potencialidades, com quem ter conversinhas antes de dormir, que saiba gargalhar com, ajudar, alguém também completo e, portanto, cheio de vida, capaz de sonhar com. Querer “estar com” e neste “estar” aprender na relação, fazendo o espaço entre os dois se tornar encantado. Enfim, o encantamento, mas construído pelos dois, cheio de sonhos e realidades, de potência e vontade de viver. Querer não adiar mais a alegria urgente que vem deste “estar”. Querer e poder deixar-se ser, sem julgamentos morais, sem visões critalizadas, sem idealizações.
Pode soar piegas, agora. Eu sou. Eu quero isso pra mim.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

exupery alves



Estava eu na cozinha, comendo o último pedaço do bolo de chocolate deixado por ele, quando ouço a voz de uma jornalista do jornal nacional, anunciando uma exposição dedicada ao pequeno príncipe em são paulo. Saí correndo para ver. Enquanto recheava meus olhos por personagens-matéria que habitaram meu imáginário desde. A infância me engolia ali mesmo. Tomada pela inocência-alegre-triste da época em que, pela primeira vez, li tal obra, me engasgo. Engasgo-lágrima.
Via tudo ali. Aquele tudo remeteu-me à volta do pássaro encantado, de rubem alves, principalmente quando o fragmento “Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz.”, de Exupery, é pintado na tela. Engoli o bolo. E a lágrima.
A sutil simplicidade com que cada um desses autores consegue extrair beleza do invisível, do óbvio invisível, me emociona. Ambos falam de amor: no príncipe e no pássaro. E ambos falam na presença-ausência daquele que. (amo quem me toca.) Ambos tornam claro que é preciso a ausência para sabermos a intensidade da presença.
Ausência de alguém pode preencher nosso coração. Poderia parecer uma contradição: a ausência preencher. Como se fosse um furo preenchendo um buraco, ou o vazio preenchendo o nada. Mas, não se trata disso. A ausência é cheia. Ela é transbordante quando existe saudade. Essa ausência é momentos, ações, olhares, toques, palavras, sorrisos, silêncio, sentimento, é vida. Pura intensidade fica no coração daquele que tem saudade.

(vou sentir saudade de ti. se vieres no sábado à noite, começarei a ser feliz à tarde.)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

spring: finally

"There's a story told of a very gentle boy
And the girl who wore his ring
Through the wintery snow
The world they knew was one
For their hearts were full of spring

As the days grew old
And the nights passed into time
And the weeks and years took wind
Gentle boy, tender girl
Their love remained still young
For their hearts were full of spring

Then one day they died
And their graves were side by side
On a hill where robins sing
And they say violets
Grow there the whole year round
For their hearts were full of spring"
(Beach Boys)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

from me to you



I dim all the lights and I sink in my chair.
The smoke from my cigarette climbs through the air.
The walls of my room fade away in the blue,
And I'm deep in a dream of you.
The smoke makes a stairway for you to descend;
You come to my arms, may this bliss never end,
Awake or asleep, ev'ry mem'ry I'll keep
When I'm deep in a dream of you.
Then from the ceiling, sweet music comes stealing;
We glide through a lover's refrain, you're so appealing
That I'm soon revealing my love for you over again.
My cigarette burns me, I wake with a start;
My hand isn't hurt, but there's pain in my heart.
For we love anew just as we used to do
Deep in a dream of you.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

i've just

opened my eyes and i'm here sitting and drinking a cup of a strong coffee.
I don't (can't) wake up.
My dreams inhabit my mind. They are subtle and powerful.
Invisible friends all day long...
Am i going to do anything wonderful today?
Here is my joy: inside my cup.



"Every morning when I wake up I experience an exquisite joy — the joy of being Salvador Dalí — and I ask myself in rapture, 'What wonderful things this Salvador Dalí is going to accomplish today?’"
Salvador Dalí

terça-feira, 11 de agosto de 2009

some planets and node

Mars is in 22 Degrees Cancer.
Your moods are very important to your overall well-being. You are confident and self-assertive when you are feeling upbeat, and you are retiring, irritable and grumpy when you get depressed about anything. Very sensitive, you wear your heart on your sleeve. You are easily angered whenever you think someone has slighted you. It is best for you to show your anger immediately and let it all out, rather than to try to hold it in or to hold grudges for a long time. You're extremely loyal and defensive of your family, neighborhood, community and culture.

Saturn is in 04 Degrees Cancer.
The most important issue for you is emotional security. You have a deep and gnawing fear that those on whom you depend for emotional support will prove to be unreliable in the long run. When you are unloved and insecure, you distrust others and tend to feel isolated and lonely. Very cool, detached and objective, you can be counted on -- in situations that are inherently stressful or full of tension -- not to lose your self- control. That is a great and welcome gift at such times.

N. Node is in 19 Degrees Sagittarius.
You will probably have many different contacts and acquaintances throughout your life. You're quite gregarious by nature and your natural curiosity about others lets you take the lead in forming new relationships. You'll form close ties with those who have similarly idealistic ideas -- especially those who can stimulate you intellectually in your chosen field of interest. Your enthusiasm for learning new things may also cause you to do quite a bit of traveling. Because you probably will have many wide-ranging interests and concerns, you most likely will have contacts and connections in various parts of the country (or world).

Mercury is in 28 Degrees Gemini.
Your mind is active, quick and agile. You are very restless and you get bored easily. Unless you receive constant mental stimulation, you become extremely nervous and begin to act in an unstable manner. You are probably a good student because of your natural inquisitiveness. You also love to travel. Your learning tends to be superficial, though, because you have a relatively short attention span. Try to develop the mental discipline to finish what you start.

http://www.alabe.com/freechart/