terça-feira, 17 de março de 2009

is it possible all this magic went unnoticed?



Walking home from work
Stop at the supermarket, condement aisle
A jar of pickles catches the eye
Make eye contact with a solitary pickle
Bought the jar took it home

Made it up the stairs
Made it through the doorway, waded through the floor
Tried to head in the general direction of the bathroom door
The truest room in the whole damn house

Singin' love is the answer to a question
That I have forgotten
But I know I've been asked
And the answer has got to be love love love

Now Feeding time with TV
Then sleeping time, not sleepy
So reading time with pickle
But were the bed side lamp had been
Is now a milignant soft soft green

Has it always been this way?
Is it possible all this magic went unnoticed?
Maybe things will start to change
And life will turn a better page
No more rain

Singin' love is the answer
To a question i know I've been asked
And the answer has got to be love love love

Tomorrow back to work again
Run to the supermarket, running hopeful through the aisles
Haven't been this happy in a long time
But not a single jar was smiling afterall

But pickle jars are just pickle jars
And pickles are just pickles
Ingredients ... water, salt, cucumber, garlic and pickling spices

But love is the answer to a question
That I've forgotten
But I know I've been asked
And the answere has got to be love

Walking home from work
Stop at the supermarket, condemement aisle
A jar of pickles catches the eye
Make eye contact with a solitary pickle
Bought the jar took it home

Made it up the stairs
Made it through the doorway, waded through the floor
Tried to head in the general direction of the bathroom door
The truest room in the whole damn house

Singin' love is the answer to a question
That I have forgotten
But I know I've been asked
And the answer has got to be love love love

Now Feeding time with TV
Then sleeping time, not sleepy
So reading time with pickle
But where the bed side lamp had been
Is now a milignant soft soft green

Has it always been this way?
Is it possible all this magic went unnoticed?
Maybe things will start to change
And life will turn a better page
No more rain

Singin' love is the answer
To a question i know I've been asked
And the answer has got to be love love love

Tomorrow back to work again
Run to the supermarket, running hopeful through the aisles
Haven't been this happy in a long time
But not a single jar was smiling afterall

But pickle jars are just pickle jars
And pickles are just pickles
Ingredients ... water, salt, cucumber, garlic and pickling spices

But love is the answer to a question
That I've forgotten
But I know I've been asked
And the answer has got to be love

Regina Spektor

inspiração

Um trabalho lindo. De uma profundidade, generosidade... São “coração” sem serem piegas. Extremamente sensíveis e sutis sem perderem o foco: agem com tremenda seriedade. Estou impressionada depois de conhecer um pouquinho mais sobre os Doutores da Alegria. Não são pessoas que chegam para fazer com que outras esqueçam de suas vidas por um instante, mas para que possam voltar a se encantar pelo que ainda existe dentro delas mesmas e que as potencializa em direção a viver as intensidades que o “estar vivo” tem para dar. Comprometimento total destes profissionais que estão sabendo o que fazem. Inspirador!



http://www.doutoresdaalegria.org.br/

Para quem se interessa pelo assunto, vai uma dica de leitura:
Boas Misturas – a ética da alegria no contexto hospitalar (Morgana Masetti)

quinta-feira, 12 de março de 2009

wise words

what to do with our bad days? never plant them. never water them. don’t become attached to them: live them and leave them.



use your little box for something else.

terça-feira, 10 de março de 2009

vida

Chega de queixume. É impressionante como não nos damos conta do quanto somos todos parecidos no que tange a este buraco interior. Esta falta-sem-nome que por vezes nos toma por inteiro e nos imobiliza num marasmo de lamentações. Sempre falta algo. É claro! E sempre vai faltar! Mas, há uma diferença determinante: o modo como encaramos esta falta. É aquela que vai fazer com que nos movamos ou aquela que nos impossibilita de vermos tudo o que temos em nossa vida? Então, dia após dia, viver num dar-se conta de que a primeira opção é muito mais saudável custa. Talvez a maturidade (não a idade, a maturidade!) venha a nos ensinar que “os outros” não são mais felizes. Que “os outros” podem ostentar sorrisos que perfuram a alma por sua inverdade, ostentar “coisas” que mais pesam por sua inutilidade do que trazem alegria. Esta visão um pouco menos embaçada possibilita-nos ver que a maioria não gosta de expor suas fragilidades, evita a tristeza por achar que o oposto de felicidade é a depressão. Um número incontável de pessoas não suporta a idéia de trazer consigo suas falências e substituem seus momentos de maior contato com o “submerso” pelo que dará uma idéia de “felicidade” a si mesmo e aos outros. Vivemos uma época de vitrines… de manequins inertes: pessoas -efeito-de-pílulas-e-gotinhas. Contudo, dar-se conta dessa nossa eterna frustração não é garantia para que não nos sabotemos e amanhã acordemos tirando novas queixas dos bolsos. Se trabalhamos demais, reclamamos que não temos tempo “pra nada”, se trabalhamos de menos, culpamo-nos pelas horas livres. Todas as outras mulheres são lindas, bem resolvidas e magras. Todos os outros homens são charmosos, bem-sucedidos e cheios da grana. A fachada fala mais do que nós. Pior quando a meta do outro vira a nossa própria meta. Aí, não há como não haver frustração. Como diz Clarice Lispector "suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... ou toca, ou não toca." Mas, é preciso que se deixe tocar; que se seja verdadeiro. Ter amigos de sempre (principalmente os que dizem, também, o que não queremos ouvir), poder sonhar, ir ao cinema, comer pipoca, tomar um choppinho, dormir até tarde no domingo e ler jornal com o sol batendo no rosto faz parte da minha vida assim como os meus tropeços (que são muitos…), como os momentos de maior escuridão, como ter chorado sozinha tantas vezes. Mais do que sabiamente Mario de Sá-Carneiro já dizia “eu não sou eu, nem o outro, sou qualquer coisa de intermédio…”. Necessitamos do outro para vivermos: pelo menos para vivermos mais intensa e verdadeiramente; necessitamos de contato e de contato real: não virtual, não o “bom dia” de sorisso amarelo, não o de agrados superficiais, não o de batidinhas nas costas. Mas, aquele contato que faz o “intermédio” estremecer, ser recheado de sentimentos dançantes (sejam eles quais forem), ser vivo, pulsante. No fundo, o que todos querem é ser amados e amar. O resto é bobagem.

domingo, 8 de março de 2009

signos de ar e o amor

Envoltos no ar, caminhamos sobre a Terra. Voamos nos aviões e nossas idéias também voam. Essa imagem do vôo é mais do que adequada para definir nossos irmãos do Ar, que adoram viver no plano das idéias, principalmente as de cunho social. Adoram também a companhia dos outros seres humanos, ao contrário dos signos de Terra, que podem viver em solidão melhor do que todos os outros. Os signos de Ar consideram que a razão é a melhor qualidade humana, e a imparcialidade e objetividade que ela aufere é o maior objetivo a ser alcançado, por almas lúcidas, independentes, autônomas e equilibradas.
Com muito custo aceitam as tempestades emocionais, a dependência e a cobrança alheia. O que mais almejam em um relacionamento é a comunicação franca e aberta, por isso conseguem dialogar com pessoas muito diferentes de si mesmas. Ensinam aos outros como se desapegar, embora elas próprias não reconheçam os apegos que mantém, porque têm dificuldade em perceber ou aceitar os vínculos emocionais que criam com os outros. Como nos casos anteriores, há um signo de Ar que é mais teimoso na perseguição de seus ideais de vida a dois (Aquário), outro que tem jogo de cintura para adaptar-se às circunstâncias (Gêmeos) alheias e contemporizar; e outro que está mais interessado em iniciar contatos sociais do que mantê-los (Libra).
Claro que tudo irá depender de outros fatores astrológicos na carta natal, que podem acentuar ou diminuir esta tendência. De modo geral, porém, o Ar precisa de ar, ou seja: contato humano, espaço pessoal para ir e vir, autonomia para trabalhar como e quando quiserem e tempo suficiente para se reciclarem quantas vezes acharem necessário. De todos eles, Libra é o mais romântico, Aquário o mais liberal e Gêmeos o mais aberto a mudanças. Mas todos são suficientemente esclarecidos e querem sempre saber mais, aprender - de forma superficial ou não - e trocar idéias. Quando se comprometem com alguém, é porque encontraram um canal de comunicação interessante.
São capazes de manter e cultivar relacionamentos de parcerias quando tudo está as claras, odeiam a deslealdade, principalmente a ética ou a intelectual, afastando-se sem piedade e desocupando a mente do assunto que os fez sofrer. Não são presas fáceis da sexualidade e da sensualidade, como os signos de Terra, mas sabem ser elegantes e requintados na arte de amar e conviver. O lado animal do ser humano - com toda a sua carga grotesca que às vezes irrompe - intimida e tira a espontaneidade desses signos que estão aí para ensinar a civilidade, os bons modos e a coexistência pacífica. Se decidem abandonar uma relação, apenas Gêmeos pode voltar atrás, porque é o mais instável de todos os três signos de Ar. Libra terá feito o que foi possível a seu alcance para manter a relação. E Aquário terá usado de toda a sua compreensão e discernimento, embora fraqueje às vezes, pois não é muito seguro de sua importância como pessoa, sendo difícil para esse signo de anti-heróis aceitar de bom grado os elogios - aos quais costuma ser refratário, aliás.
Quando partem, de coração ferido ou não, em pouco tempo estarão de olho em outra pessoa, capaz de entendê-los e aceitá-los. Prezam bons ouvintes, ótimos amigos e companhias para os diversos programas culturais em que costumam afogar suas mágoas. Neste momento, os signos de Fogo entram com vários pontos à frente, pois animam e inflamam os ideais dos irmãos de Ar, nada exigindo em troca, a não ser a generosidade do momento presente. Já os signos de Terra podem se sentir fascinados por estes tipos livres e engraçados, mas temem a falta de chão que sentem ao seu lado, sabendo de antemão que não foram escolhidos por sua maestria, mas pela ocasião.

http://www.portalangels.com/astrologia1_ar.htm

gêmeos e a cozinha

Este signo se alimenta aos poucos, em pequenas quantidades e ao longo do dia, o que é de grande sabedoria para ele. Amigo dos vegetais e das misturas bizarras (azeitonas, uvas e rúcula, por exemplo) Gêmeos capricha nos temperos inventivos, mas sabe apreciar uma pizza na brasa e até um bom fast-food.
A comida precisa ser bem variada, colorida e leve, com sabores tendendo ao ácido e ao amargo, mesmo nas sobremesas frias e leves.

8 de março

O que eu queria hoje? Não. O que eu quero hoje? Não preciso de muito. Quem me conhece sabe que não preciso de muito para me sentir profundamente feliz. Não quero nem chuva de pétalas de rosa ou qualquer manifestação pública desse porte, nem mesmo menor. Café na cama. Olhar profundo. Flores. Margaridas, de preferência. Pele: contato. Cozinhar com tempero de beijinhos e piadas bobas. Não preciso de paixão hoje (já tenho tanta dentro de mim): paz. Caminhar no verde. Pôr do sol. Filmezinho. Beber um pouco. Bem pouco. O suficiente para falar de mim e ouvir além do óbvio - principalmente o "não-dito". Bobagens. Um dia recheado de besteirinhas. Dia de se deixar intelectualidades e escudos de lado. Totalmente de lado. Para a alma vibrar: livre. Não me preocupo em ser assim boba. Sou mesmo. Hoje, mais. Acordei assim.



Esta

Nenhuma mulher me basta
Mesmo que se meta a besta
Mesmo que se finja casta
Venha rindo numa cesta
Hare-krishna, puta ou rasta
Dê-me prazer, reza, êxtase
Chegue quando o mal se afasta
Nenhuma mulher me basta

A não ser esta, assim é esta
A não ser esta, assim é esta

Que traga ouro na testa
Dê forma à disforme pasta
Seja a única que resta
De matéria que não gasta
Tenha gestos sem arestas
Arre na festa nefasta
Trigo pro pão, luz na fresta
Nenhuma mulher me basta

Fedra, Medéia, Jocasta
A cachorra da moléstia
Peste que me arrasta
Cura pra minha imosdéstia
Couro de anja, pele de ginasta
Pôr-do-sol que resta
Sou sozinho, a vida é vasta
Nenhuma mulher me basta

(Chico César)